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![]() [17/12/2009] A Dimensão Sócio-Política da Sustentabilidade Pe. Antonio Julio Ferreira de Souza, C.Ss.R* A assembléia das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos da Arquidiocese de Fortaleza que aconteceu de 13 a 15 de Novembro abordou o tema da sustentabilidade, dando prioridade, nesse primeiro momento, a dimensão sócio-política. Trabalhar a sustentabilidade é querer estar atentos à dinâmica que envolve nossa maneira de ser e de fazer pastoral social. Primeiro temos que partir do princípio de que estamos vivendo um momento de insustentabilidade em todas as dimensões. E que acabamos sendo cúmplices de um sistema destruidor. Nossa cumplicidade se dá principalmente por causa da nossa surdez e das contradições vividas por nós. O planeta está sendo ameaçado diariamente e nossas interferências têm sido poucas ou quase nenhuma. Há clamores e nós não estamos sabendo escutá-los. O nosso grande problema é que ainda não nos conscientizamos de que fazemos parte da natureza. É como se ela fosse fora de nós. Enquanto nos colocarmos fora a problemática vai continuar. E nós não temos uma ação forte contra os danos ao meio ambiente. Está mais do que na hora de apoiarmos os movimentos de resistência e vivenciarmos as alternativas de forma audaciosa. Assistir a nossa própria destruição de forma passível é omissão. As pequenas práticas, por menores que pareçam ser, são sinais de esperança. O medo não poderá nos vencer se partirmos para o enfrentamento. É preciso denunciar as grandes empresas que exploram a terra, que ganham tudo de graça e depois vão embora. O movimento social tem que reverter à violação de direitos, mas isso só acontecerá se for de forma articulada. O jogo está posto e nós estamos perdendo. Primeiro porque nos falta uma luta articulada. Cada seguimento voltou o olhar para si, produzindo uma divisão desnecessária. Segundo porque nos distanciamos do povo, nos colocando como agentes externos e não como quem está na mesma situação. Na maioria das vezes estamos indo na contramão e nos falta um trabalho de base. Terceiro porque a distância entre as gerações se tornou enorme. Por isso é urgente se pensar em investir na formação de lideranças e preenchermos os espaços vazios. Ainda é possível interferir e ganhar o jogo. Para isso acontecer basta que voltemos a sonhar e sonhar de forma coletiva, sendo capazes de rever nossas metodologias e de produzir coisas que gerem unidade. Produzir políticas públicas para o coletivo, para o todo é o desafio. E para se ter resultados é preciso que haja a participação dos interessados, pois sem eles não há legitimidade. Estamos no caminho certo e não podemos desanimar. O nosso público é realmente aquele que se tornou invisível aos olhos da sociedade. Só temos que ter clareza do motivo pelo qual estamos lutando e de percebermos as forças que estão competindo conosco. * Padre, Articulador das Cebs e Jornalista « voltar » (02/09/2010) Sobre Esperanças... » (26/08/2010) MANIFESTO DA CAMPANHA NACIONAL CONTRA OS DESPEJOS: MINHA CASA, MINHA LUTA! » (08/07/2010) AVISO: A PARTIR DE HOJE, BOLETIM DA ANOTE DEIXA DE SER PRODUZIDO TEMPORARIAMENTE » (01/07/2010) Campanha Cáritas SOS Pernambuco e Alagoas: uma campanha para salvar vidas » (24/06/2010) Apoio ao plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra » (17/06/2010) A contra-reforma urbana em Fortaleza. » (10/06/2010) Copa do Mundo 2010 – Entre no Jogo Limpo, diga não ao tráfico de pessoas » (27/05/2010) Nota de solidariedade aos estudantes e ao povo haitiano em luta contra a ocupação militar e por sua soberania » (20/05/2010) Sonhar é fundamental, transformar a sociedade é necessário » (13/05/2010) MENSAGEM AO POVO DE DEUS SOBRE AS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE |